À prática

A criança necessita de quatro refeições por dia: o pequeno-almoço, 0 almoço, o lanche e o jantar. Todas devem ser tomadas a horas regulares. Cada refeição tem de incluir um alimento proteico (queijo fresco ou iogurte magro ao pequeno-almoço e ao lanche, por exemplo), um ou dois alimentos glucídicos, ou seja, fornecedores de hidratos de carbono (como as batatas, as massas e o arroz), poucas gorduras e muitos líquidos, sobretudo água e leite meio-gordo. A ementa de uma criança obesa deve excluir completamente as bebidas açucaradas. A fruta fresca é preferível aos sumos, mesmo naturais, visto que nestes se perdem as fibras e a vitamina C.

As quantidades adequadas de cada nutriente devem ser definidas pelo médico. (cabe-lhe seguir, passo a passo, a dieta da criança, para que o seu desenvolvimento não fique comprometido. Uma das tarefas específicas. do pediatra é a de, com a ajuda dos pais, responsabilizar e motivar a criança ou o jovem para a mudança dos seus próprios hábitos alimentares. O médico pode pedir-lhe para apontar num caderno, todos os dias e durante uma semana, aquilo que come e em que quantidades.

Evidentemente, sob o controlo dos pais, sobretudo se for muito jovem. O médico também explicará os contornos da dieta, os seus benefícios e a sua lógica. De início, será necessária uma consulta quinzenal. Depois, à medida que o peso diminuir e os bons hábitos se consolidarem, as visitas serão mais espaçadas.

Se possível, não tenha em casa nenhum dos alimentos proibidos. Afasta assim a fonte de tentação, tanto para o seu filho como para si. Se tiver vários filhos e só um deles for obeso, isso não é razão para os pôr todos de dieta. Até porque a alimentação habitual é compatível com a dieta. Só é necessário abolir os fritos, o que não prejudicará ninguém na família. Com crianças muito pequenas, pode obter bons resultados dando-lhes porções menores em pratos de dimensões mais reduzidas. Procure apresentar a comida de forma atractiva  em vez de dar uma maçã inteira, corte-a aos bocados e regue-a com sumo de limão. O seu filho terá a impressão de comer mais e contentar-se-á mais facilmente com aquilo que recebe.

O EQUILÍBRIO É OBRIGATÓRIO

Nunca submeta uma criança ou um adolescente a uma dieta desequilibrada, seja ela qual for. Para crescerem harmoniosamente, as crianças precisam de todos os nutrientes essenciais: proteínas, hidratos de carbono, líquidos, vitaminas e sais minerais. Inclusive, as crianças  pequenas precisam tanto das gorduras como do colesterol. Por isso, antes de pôr o seu filho em dieta, discuta seriamente o assunto com ele, se já tiver idade para isso, tal como com o pediatra ou o medico de família.