Boas práticas

Os hábitos alimentares (bons e maus) adquirem-se nos primeiros anos de vida. Assim, os pais têm de ser activos na educação dos filhos desde o nascimento. Um desmame demasiado precoce, por exemplo, pode induzir um armazenamento repentino de gorduras.

Enquanto o bebé é alimentado ao peito, não se colocam riscos de sobre-alimentação. A criança mama aquilo de que necessita e a mãe não sabe exactamente quanto leite ela bebeu. De uma maneira geral, logo que o biberão passa a complementar ou a substituir o peito, os pais têm tendência para o encher um pouco mais do que o recomendado, para terem a certeza de que o filho não fica com fome. No entanto, ao fazê-lo, estão a fornecer mais leite do que a criança necessita nessa idade, logo, a sobrealimentá-la.

Assim, a primeira precaução é não ultrapassar as doses de leite recomendadas, bem como as das farinhas prescritas, sem o parecer do pediatra. Se tem dúvidas sobre o peso do seu filho, fale com o seu médico de família ou pediatra. Este último regista, com regularidade, o peso e a altura do seu filho, pelo que está em condições de avaliar o crescimento da criança, nomeadamente o seu índice de massa corporal. Os pais também podem consultar as chamadas curvas de per-centil, que constam do Boletim de Saúde Infantil e Juvenil, e verificar estes dados. Aproveite ainda as consultas de rotina do bebé para tirar dúvidas relacionadas com a alimentação.

Por vezes, alguns pais concluem, precipitadamente, que o seu filho é intolerante ao leite. Pode acontecer, por exemplo, que tenha apenas dificuldade em habituar-se à tetina. Por isso, antes de tomar quaisquer medidas, consulte primeiro o médico assistente e exponha as suas suspeitas, ate porque a bebida de soja ou qualquer leite de dieta só se justificam com indicação médica.

Embora a criança com um ano de idade tenha o organismo preparado para ingerir, praticamente, os mesmos alimentos que o resto da família, deve evitar dar-lhe os muito condimentados ou gordos. Também não é aconselhável habituá-la ao sabor doce. Deixe as guloseimas para ocasiões especiais e nunca as dê ao deitar, para evitar as cáries.

O crescimento espectacular durante o primeiro ano de vida desacelera nos seguintes. Observa-se também, como referimos, uma apreciável diminuição da gordura corporal, acumulada durante aquela fase. Tenha em conta que a diminuição da velocidade de crescimento também pode vir acompanhada de uma redução do apetite. Por este motivo, a alimentação deve cobrir as necessidades energéticas da criança e assegurar o crescimento, evitando quer o recurso às reservas acumuladas quer à sobrealimentação.

Ao longo da infância e da adolescência, não insista para que o seu filho coma muito. Não lhe permita saltar refeições e explique-lhe porquê. Reserve tempo suficiente para tomar as refeições com calma e crie o hábito de incluir na ementa legumes e fruta.