Cirurgia plástica

É compreensível que algumas pessoas desejem corrigir a sua silhueta. Por exemplo, é possível esticar a pele que fica flácida, depois de uma longa dieta em que se emagrece significativamente. Também existem operações cirúrgicas delicadas, feitas sob anestesia geral. A gastroplastia é outro procedimento cirúrgico, mas para reduzir a capacidade do estômago. Trata-se de uma intervenção cirúrgica no tubo digestivo, mas só é indicada em casos de obesidade mórbida (índice de massa corporal superior a 40), resistente a outro tratamento e em pessoas sem riscos cardiovasculares. Em qualquer caso, lembre-se: a cirurgia nunca é uma situação banal e só deve ser aplicada em casos extremos.

O método do balão intragástrico é radical e dispendioso e aplica-se apenas a alguns casos de obesidade. Consiste em introduzir um balão, de 15 centímetros de comprimento, no estômago do paciente e enchê-lo com 200 ou 400 centímetros cúbicos de ar. O balão flutua livremente dentro do estômago. Age sobre os mecanismos da fome e da saciedade, pois o estômago sente-se cheio e envia essa mensagem ao cérebro.

Os resultados são desanimadores. Um estudo testou dois grupos de obesos. Introduziu-se o balão apenas nas pessoas de um dos grupos, mas as outras acreditavam também ser portadoras. Durante as primeiras semanas, os que tinham realmente o balão emagreceram mais depressa, mas, ao fim de dois meses de dieta, as curvas de emagrecimento dos dois grupos tornam-se idênticas. Portanto, este método não tem resultados verdadeiramente positivos. Além disso, alguns gastroenterologistas constataram inúmeras lesões e mesmo úlceras.