Dieta da Clínica Mayo

Trata-se de uma dieta hiperproteica moderada, rodeada de algum prestígio, mas desequilibrada e perigosa. Apesar do seu nome, não está relacionada com o célebre hospital Mayo Clinic, de Nova Iorque. O princípio assenta mais na especificidade dos alimentos do que nas calorias ou nas quantidades. Muito diretiva, não deixa qualquer espaço à iniciativa da pessoa que a segue e ignora qualquer educação nutricional.

Recomenda o consumo elevado de ovos, isto é, até seis por dia. Apesar de ser um alimento rico em proteínas, estas podem encontrar-se também na carne ou no peixe. Ao proibir o leite e o queijo, torna-se gravemente deficitária em cálcio. Como se pretendesse também castigar as pessoas obesas, é tremendamente monótona.

Trata-se ainda de uma dieta hipocalórica que permite uma perda de peso significativa em duas semanas. Os seus defensores afirmam que, em seguida, é possível retomar uma alimentação normal, sem abusar dos alimentos que fazem engordar, com a garantia de que o novo peso será estável. Na verdade, após 15 dias de dieta, a tendência é para recuperar gordura. Tem de se recomeçar tudo de novo.

Além disso, é demasiado diretiva e severa. Muitos alimentos têm aportes nutritivos equivalentes aos que são impostos. Em termos nutricionais, não há razão para impedir a variação das ementas e a adaptação da dieta em função das preferências de cada um, sem correr o risco de carências vitamínicas ou minerais. Se seguir esta dieta à risca, ao fim de uma semana apenas, o risco de nervosismo, de perda de memória e de fadiga intensa é considerável.