E os peixes de aquicultura?

A composição dos peixes de aquicultura na realidade não difere substancialmente da dos peixes selvagens. No entanto, os teores em gordura e em hidratos de carbono mostraram-se mais elevados, e isso deve-se ao processo de produção até ao abate. O nível de hidratos de carbono mais alto explica-se pelo facto de os peixes selvagens se debaterem na captura. O teor em gordura está relacionado com a dieta. Através das análises constatou-se que, dependendo das espécies, o teor em ácidos gordos ómega 3 pode ser significativamente inferior nos peixes de aquicultura.

O mesmo estudo, publicado em Fevereiro de 2001, submeteu os peixes selvagens e os de aquicultura a uma prova de degustação, mais concretamente a uma análise de preferências. Ou seja, a cada provador foram apresentados incognitamente, para cada espécie, um peixe de aquicultura e um selvagem. Depois, foi-lhe perguntado qual gostou mais. Os resultados não permitem concluir que os peixes de aquicultura são mais ou menos apreciados do que outros. Por exemplo, os provadores preferiram a truta e o robalo de aquicultura, mas também o pregado selvagem. Na dourada, as opiniões dividiram se.