Fazer jejum

Infelizmente, esta prática tem sempre um franco sucesso. Consiste em não ingerir qualquer alimento e apenas beber água. Os jejuns prolongados, ou seja, mais de três dias, são muito perigosos. Após um ou dois dias, há efetivamente uma rápida perda de peso, muitas vezes acompanhada de anemias e de uma importante destruição muscular (incluindo o coração, que é um músculo). De regresso a uma alimentação normal, o organismo começa a armazenar grandes quantidades de gordura, antecipando uma nova dieta. Por conseguinte, para continuar a emagrecer, torna-se necessário impor dietas excessivamente rigorosas e prolongadas.

 

As dietas mais curtas, de um dia por semana ou por mês, são menos perigosas. Em contrapartida, deixar de comer uma refeição em duas tem, surpreendentemente, o efeito inverso: engorda. A sensação de fome aumenta quando se salta uma refeição e, portanto, corre-se o risco de que a seguinte se transforme numa verdadeira vingança. O excedente calórico absorvido neste único repasto é armazenado sob a forma de gordura, graças à poupança calórica do trabalho digestivo da refeição que não foi consumida. Para evitar esta situação, recomendam-se várias refeições ligeiras.