Jejum de poupança proteica

Além do jejum absoluto, existe o jejum modificado ou de poupança proteica. Este baseia-se no corte total das gorduras e dos hidratos de carbono e na ingestão de uma quantidade bem definida de proteínas indispensáveis. A primeira proposta conhecida deste tipo de jejum recomendava entre 400 e 700 quilocalorias por dia, provenientes de carne magra, de aves ou de peixe. Mais tarde, um osteopata americano cria uma solução artificial de proteínas. Desde então, foi lançada uma infinidade de produtos sintéticos, mais ou menos idênticos, que atingem volumes de vendas prodigiosos. Isto, apesar dos graves acidentes de percurso.

 

Os promotores deste regime defendem a utilização da caseína de leite, à qual se adicionam água e vitaminas se a cura for prolongada. Tem o inconveniente de, após alguns dias, se notar uma perda do sabor. Em última instância, sentem-se náuseas só por ver ou cheirar o leite. Esta dieta pode ter resultados rápidos, mas, logo que se para, os quilos regressam em força. Em acréscimo, acarreta graves riscos de desnutrição e exige, além de suplementos vitamínicos e minerais, uma séria vigilância médica. Tal como o jejum estrito ou o regime hiperproteico, só é indicada em casos de obesidade grave. A chamada “cura de jejum proteico compensada ou modificada” é menos traumatizante. Embora seja constituída maioritariamente por proteínas, faz-se acompanhar por pequenas quantidades de hidratos de carbono e de gorduras.

 

Tal como a anterior, requer um controlo médico.