Hábitos alimentares

A par de outras causas, existem factores externos igualmente capazes de conduzir à obesidade: comer em excesso, ingerir bebidas alcoólicas em demasia, ter uma alimentação desequilibrada, não fazer exercício físico, entre outros.

A gordura forma-se a partir dos alimentos. Na vida de uma pessoa obesa, houve forçosamente um momento em que a quantidade de
comida ingerida foi muito superior à energia queimada pelo organismo. Basta um excesso de 200 quilocalorias por dia, todos os dias, para provocar um aumento de sete quilos por ano. Um acréscimo calórico que corresponde, por exemplo, a 50 gramas de pão e 10 gramas de manteiga.

Há muitas razões para comer demasiado. A criança que os pais querem ver rechonchuda, o adolescente que encontra na comida uma compensação afetiva, o adulto que antevê nos prazeres da mesa satisfações que não tem noutros aspetos da vida são três exemplos. Estas atitudes desestabilizam o centro regulador do apetite. Uma vez enraizados os maus hábitos, é difícil acabar com eles.

Comer demais é uma causa possível de obesidade, mas alimentar-se mal, por gulodice, desleixo ou ignorância, também o é. Depois de analisar os hábitos alimentares, conclui-se que muitos obesos não comem tanto quanto se supõe. Alguns até ingerem menos comida do que certas pessoas magras. O problema está, regra geral, nos erros alimentares: demasiadas gorduras e açúcar, poucas proteínas ou fibras, e uma má repartição das refeições ao longo do dia.