Os hidratos de carbono ou glúcidos

Os hidratos de carbono são o carburante do corpo. A sua função é fornecer energia. Como principal combustível das células, garantem ao organismo mais de metade dos seus recursos energéticos diários. Encontra-mo-los em alimentos como o pão, as massas, as batatas, as leguminosas secas ou o arroz. O mel, os doces, o açúcar de beterraba ou de cana e as guloseimas também fazem parte deste grupo.

São constituídos por cadeias de unidades mais simples, às quais chamamos açúcares. Devemos privilegiar os de tipo complexo, por serem compostos por cadeias longas que necessitam de mais tempo para serem digeridas e absorvidas, satisfazendo o organismo de forma mais duradoura. Recebem este nome, sobretudo, por causa do amido, que está presente em alimentos como a batata, o pão, a massa, o arroz ou as leguminosas. Pelo menos 45 por cento da ingestão diária de calorias deve advir dos hidratos de carbono, a maioria dos quais complexos.

Os hidratos de carbono de tipo simples, em contrapartida, são compostos por cadeias de açúcares muito pequenas, que são absorvidas rapidamente. A glucose e a frutose, ambas formadas por um único grupo químico, são bons exemplos deste tipo e encontram-se nos frutos. A sacarose, presente na beterraba ou na cana-de-açúcar, é constituída por dois grupos químicos. Finalmente, existem também as fibras, cadeias muito complexas que o nosso organismo não consegue assimilar, mas que desempenham um papel importante no trânsito intestinal. Falaremos delas adiante.

Tal como as proteínas, 1 grama de hidratos de carbono produz 17 quilojoules ou 4 quilocalorias. Da mesma forma, os hidratos de carbono consumidos em excesso transformam-se em gorduras, que se acumulam nos tecidos adiposos de reserva. O açúcar é o melhor exemplo de um alimento calórico puro e, infelizmente, o seu consumo por habitante aumentou nos últimos anos. Dois saquinhos de açúcar para o café pesam cerca de 16 gramas. Isso representa 16 x 4 quilocalorias, ou seja, 64 quilocalorias. Faça as contas: ao fim de um ano, atingem-se mais de 23 mil quilocalorias, isto é, um possível aumento de peso que ronda os 2 quilos.