Substitutos de refeição

Podem ser descritos como misturas, líquidas ou em pó, de proteínas, gorduras e hidratos de carbono, acompanhadas de vitaminas e sais minerais. Podem-se encontrar, por exemplo, sob a forma de barras, batidos, cremes e sopas. Legalmente devem ser doseados para fornecer entre 800 e 1200 quilocalorias por dia, se substituírem na íntegra a dieta diária. Já os substitutos de uma ou mais refeições devem proporcionar entre 200 e 400 quilocalorias por dose.

O NOSSO TESTE

Em abril de 2010, publicámos na teste saúde o resultado de um teste a substitutos de refeição. As conclusões não são encorajadoras. Vejamos as principais:

• O rótulo deve ser enriquecido com conselhos de utilização para o consumidor. A ausência de informação nutricional por 100 gramas, prevista na lei, foi notada em alguns produtos.

• Estes produtos constituem uma dieta de muito baixo valor calórico, o que é desaconselhável. Conduzem a um emagrecimento muito rápido, à custa da perda de músculo e de água em vez de gordura. Além disso, dietas de baixo valor calórico podem significar graves carências de nutrientes.

• A sua composição é desequilibrada devido ao elevado teor em proteínas e baixo em hidratos de carbono totais, dos quais 50 a 99 por cento são açúcares.

• É perfeitamente possível emagrecer sem substitutos de refeição caros e desequilibrados. Nada equivale a uma verdadeira dieta de emagrecimento, equilibrada, variada e orientada por um profissional. Se, mesmo assim, quiser optar por esta solução, substitua apenas uma refeição e use-a por períodos curtos. No máximo, duas a quatro semanas. Os substitutos integrais de dieta só devem ser tomados sob orientação médica.

Estas refeições sintéticas são enfadonhas e monótonas e não satisfazem o nosso gosto inato pela comida saborosa. Nos Estados Unidos da América, conhecem, ainda, um franco sucesso. Porém, quanto mais baixo é o teor de calorias, maior é o risco de faltarem nutrientes. Não as consuma durante longos períodos, sobretudo se notar uma sensação de cansaço físico.

Estas dietas artificiais não devem ser mais do que um complemento eventual a um verdadeiro regime de emagrecimento. Na nossa opinião, mais vale calcular e compor a sua própria dieta, para a poder aceitar e controlar, adotando, de uma vez por todas, novos hábitos alimentares.